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A Rede Globo respondeu
ao ofício encaminhado pelo presidente do CRBM, Marco Antonio
Abrahão, a respeito de exames de DNA em novelas. Em documento
assinado por Luis Erlanger, diretor da Central Globo de Comunicações,
a emissora justifica:
"Entendemos
sua preocupação e respeitamos seus argumentos, mas
é sempre importante levar em conta que a novela é,
de fato, uma obra de ficção".
Mencionando as três novelas citadas,
a Globo explica que "em nenhum caso se questionou a qualidade
dos exames: ficou muito claro para os telespectadores o papel desempenhado
pelos vilões na fraude. O ato praticado pelos vilões
Olavo, no caso de Paraíso Tropical, Bárbara e Toni,
em Da Cor do Pecado, e Teobaldo e Otília, em Sete Pecados,
não estava vinculado ao processo ou à credibilidade
dos testes de DNA. Pessoas de fora do processo cometeram crime e
o desfecho foi moralista com a punição dos envolvidos".
No caso dos profissionais de saúde
e os laboratórios, o diretor da CGC considerou: "Percebemos,
ainda, nas centenas de manifestações críticas
dos telespectadores, que a seriedade dos profissionais e dos laboratórios
não foi questionada. Prevaleceu o entendimento da maldade
dos vilões, assim como a distinção entre a
realidade e a ficção".
A TV também reiterou sua preocupação
"com mensagens transmitidas através de suas obras",
afirmando: "Entendemos que a teledramaturgia inclui a difusão
de conhecimento, a transmissão de mensagens sócio-educativas
e o incentivo ao debate e à mudança de comportamento.
Desde de 1995, só nas telenovelas, foram mais de 10 mil cenas
de conteúdo sócio-educativo".
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