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Desafios
exigem atitudes
Inegavelmente, ano após ano,
o biomédico enfrenta uma série de dificuldades, ao
mesmo tempo em que o Conselho Federal e os Regionais dão
importantes passos visando o futuro da Biomedicina como profissão.
A luta por mudanças no projeto de lei que irá regulamentar
a Medicina buscando impedir prejuízos aos biomédicos
e demais profissionais da saúde é um dos exemplos
desse intenso trabalho que tem como objetivo contribuir para com
o crescimento e o fortalecimento da categoria.
Reconhecidamente, continua grave a
situação da área da saúde do País.
A falta da destinação de recursos ao setor por parte
do Governo impede que o povo brasileiro tenha suas necessidades
atendidas. E o modelo implantado pelo Governo sob a orientação
do Ministério da Saúde é preocupante, por sua
ineficácia.
Mas, desde 1966, com a implantação
do primeiro curso de graduação, a Biomedicina mantém-se
voltada à qualidade de vida e à saúde do povo
brasileiro. São mais de 40 anos de cuidados e vigilância
em defesa do bem-estar da população.
Seus profissionais têm estado
atentos às evoluções da ciência e delas
participado intensamente, por meio de suas atividades nas mais variadas
habilitações estabelecidas pelo Conselho Federal,
que já somam 33 áreas de atuação legalmente
regulamentadas.
O biomédico, um profissional
da saúde e da ciência, com um respeitado histórico
de luta em prol do bem-estar do povo, contribui, com esse ramo de
atividade amplamente diversificado, para com a evolução
do ser humano, ao mesmo tempo em que persegue a conquista e a adoção
de políticas públicas de saúde que tenham como
objetivo alcançar a sociedade brasileira em todos os seus
segmentos.
A Biomedicina, em menos de 30 anos
de regulamentação - é uma das mais jovens profissões
do setor -, já conquistou respeito e consolidou o seu espaço.
Os biomédicos têm ocupado cargos de destaque nas mais
variadas e importantes instituições de saúde
do País, como resultado direto de seu empenho, capacidade
e competência, bem como da inegável qualidade profissional.
É chegada a hora, portanto,
de o biomédico ser mais conhecido. De mostrar para a sociedade
brasileira do que é capaz. Com esse objetivo, o CFBM e os
CRBMs vêm preparando uma campanha de valorização
do profissional e da Biomedicina.
Em 2008, por meio de uma publicação
cuidadosamente elaborada, essas entidades, unidas, oferecerão
à sociedade em geral, às autoridades governamentais,
aos secretários estaduais e municipais de saúde, aos
parlamentares, diretores de empresas, educadores e profissionais
da área da saúde um verdadeiro painel da categoria.
Nossa expectativa é a de que
esse esforço dos CRBMs e do CFBM sirva de estímulo
ao profissional.
É hora de somar forças,
ter unidade. Toda a estrutura da Biomedicina, efetivamente consolidada,
está à disposição do biomédico.
Os Conselhos, a Associação Brasileira de Biomedicina
e os Sindicatos aguardam pela presença dos profissionais.
O biomédico é um profissional
de quem os novos tempos estão exigindo, como já tivemos
a oportunidade de afirmar, uma atitude mais firme, maior participação
individual e coletiva nos desafios da categoria. Desafios esses
que são objeto de análises de importantes representantes
da categoria, bem como de luta intensa pela defesa de seus interesses
e na valorização de sua atividade profissional, que
motiva a campanha desenvolvida pelos Conselhos.
Marco Antonio Abrahão
é presidente
do Conselho Regional de Biomedicina - 1ª Região
presidência@crbm1.com.br
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